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O perene e o efêmero

domingo, julho 06, 2008 3:45:00 PM

A tal passarela das lavadeiras inaugurada recentemente deveria ser interditada. O que era para ser durável e sustentável, já está caindo aos pedaços. Amassada pela queda natural dos galhos, enferrujada, chacoalhando e com telas de proteçao se desmanchando, o novo acesso construído no parque do Ingá, sem manutenção, oferece riscos aos usuários, especialmente às crianças.
O ferro pintado de verde não resiste à umidade da mata e à água que se acumula nos caixilhos do guarda-corpo. A solda se desfaz e um simples apoio de pé ou do joelho desmonta a tela. Se a altura de uma possível queda é significativa para um adulto, para uma criança pode ser dramático.

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A escala da cidade

segunda-feira, julho 30, 2007 1:00:00 AM


O passeio aos pedestres!
O projeto do centro de Maringá, feito por Macedo Vieira, previu as calçadas largas jamais vistas em outras cidades brasileiras. Talvez o mesmo desenho de calçadas tenha se repetido em Cianorte, também projetada por Macedo Vieira.
Inspirando-se talvez do modelo de City-Garden, de Howard, e também para compensar a falta de espaço destinado aos pedestres, muitas cidades na Europa, impediram o tráfego de automóveis em trechos de ruas. Aos poucos, todo os núcleos históricos mais importantes tiveram o acesso de carros limitado, permitindo apenas os veículos públicos.
Como resultado, a rua se tornou uma praça linear, onde as pessoas podem parar, escolher uma cadeira de um restaurante ou de uma bar, tomar um café e ler o jornal sem serem incomodadas pelo barulho dos veículos, podem olhar os passantes ou conversar tranquilamente. Nesses casos, a rua reassume a sua função urbana inicial como lugar democrático de encontro e de socialização, que foi reduzido à praça, após a invenção do automóvel.
Infelizmente, a maior parte das praças de Maringá, no meio de rotatórias, pouco se prestam à socialização. São praças pouco acessíveis, ilhadas em meio ao tráfego, feitas para se olhar quando se circula de carro.
No Brasil, o Lerner introduziu a idéia do calçadão quando fechou a XV de Novembro. Criticado e elogiado, muitas grandes cidades copiaram o modelo, e a idéia se mostrou uma solução interessante para centros degradados. Os mais diversos usos foram dados para estes espaços, dependendo do tipo de atividade que se desenvolvia nas edificaçoes lindeiras. Espaço cultural, de lazer, de feira, de gastronomia, de negócios, de circulação ou tudo isto junto, em revezamento ou simultaneamente.
Voltando às calçadas de Maringá, se existe aí uma demanda de ocupação do passeio pelos comerciantes, (o que pode ser uma reivindicação justa), sugiro que se negocie o fechamento da rua aos veículos, para que os pedestres possam também usufruir da cidade com segurança (o que é certamente uma reivindicação igualmente justa). Deste modo, pode-se resolver dois problemas de uma só vez: desestimula-se o transporte particular poluente e devolve-se à rua seu caráter democrático e urbano.

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