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Um ano de interdição e de negligência com a segurança e interesse público.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008 1:07:00 PM

A interdição da Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz, pela prefeitura de Maringá, comemora um ano. Após uma virada de opinião do secretário da SEDUH, o antigo terminal rodoviário foi interditado com base num laudo expedito, encomendado pela Prefeitura de Maringá. Segundo o laudo, o prédio apresentava risco de desabamento, mas afirmava que seria preciso um exame de laboratório para quantificar o risco. Com base neste laudo, os lojistas foram proibidos de continuar suas atividades no local e uma faixa zebrada e tambores foram deixados em volta do prédio.
Mesmo com a interdição, as dependências do prédio continuaram e continuam sendo usadas pela prefeitura que mantem ali um vigilante 24 horas por dia, apenas para impedir que o local seja vandalizado. Funcionários da Viação Garcia foram vistos trabalhando no box da agência e mesmo o escritório do síndico estava em atividade no local. Durante o período em que fiz as fotografias internas e externas do prédio, várias pessoas acessaram o espaço sob as marquises e ainda hoje este espaço pode ser facilmente acessado por quantos quiserem.

Isto pode significar várias coisas.

1 - Que a prefeitura não dá importância à vida, mantendo uma área com risco, sem nenhuma restrição efetiva de acesso;

2 - Que a prefeitura não considera importante a segurança do população, permitindo que transeuntes e usuários acessem o prédio, expondo-os aos riscos que ela atesta.

3 - Que a prefeitura não dá nenhuma importância às manifestaçoes da população pela conservaçao do patrimônio histórico, permitindo que uma edificação em processo de avaliação e disputa judicial, seja abandonada sem nenhuma proteção que garanta a integridade e estabilidade de suas partes durante o processo.

4 - Que a prefeitura não dá nenhuma importância à imparcialidade da avaliação do valor histórico da obra, ao induzir uma comissão para realizar uma avaliação parcial.

5 - E, resumindo, que a prefeitura não acredita no laudo que ela própria encomendou como revela a negligencia com a segurança, que seu único interesse é a demolição do prédio, independente do seu valor histórico, turístico, afetivo ou da opinião da população e que para realizar seu próprio interesse todos os meios são permitidos.

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