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Patrimônio Histórico x Especulação Imobiliária: a nossa rodoviária

sexta-feira, fevereiro 01, 2008 2:18:00 PM

Patrimônio histórico x Especulação Imobiliária: a nossa rodoviária

Tania Tait *
Quem já teve a oportunidade de conhecer centros históricos pôde verificar a luta árdua para a manutenção daqueles espaços, a exemplo da restauração no chamado Recife Antigo, no Pelourinho em Salvador ou em Ouro Preto. Nem vamos citar outros locais pelo mundo que são preservados e se tornam pontos de visitação pública e turismo.
Podemos verificar também a beleza e o interesse dos visitantes em todos esses locais, os quais guardam e ao mesmo tempo mostram a história das cidades e da própria evolução do ser humano ao longo do tempo.
Pessoas nascidas em Maringá, como eu, ou pessoas que vieram morar aqui, passaram pela Rodoviária antiga. Ela era ponto de chegada de pioneiros, mesmo porque avião não era acessível a todos. Tivemos momentos de despedida, de “tchaus”, de chegada e de alegrias na rodoviária antiga. Sempre achamos que ela era descuidada. Entretanto, sempre pensávamos em arrumá-la e não destruí-la. Inclusive, teve um prefeito que deu uma “reformada” há muitos anos atrás...Afinal, a rodoviária faz parte da vida de muitas pessoas que vieram fazer a vida no norte do Paraná, ou seja, a rodoviária antiga está ligada à vida das pessoas na cidade de Maringá e a sua história.
Agora, ao invés de preservá-la, querem derrubá-la, indo na contramão da história e da preservação. Andando pelo mundo, encontram-se experiências bem interessantes de combinação do moderno com o antigo, preservando fachadas e monumentos históricos.
Aqui em Maringá, no entanto, prevalece a lógica do moderno a qualquer preço, inclusive com a erradicação de árvores para liberar fachadas de lojas etc...E, prevalece a lógica do lucro, derrubando tudo que vem a frente.
È claro que aquele terreno onde se localiza a rodoviária antiga, em pleno centro da cidade é cobiçado, até criança sabe disso. Agora querem construir um prédio de 36 andares no local e exterminar uma parte importante da nossa história.
Que tal canalizar os investimentos na restauração da rodoviária e transformá-la em um ponto de atração no município? Existem várias sugestões para o local. Uma dessas sugestões é criar ali um mercado municipal, nos moldes dos existentes em Curitiba e São Paulo. Aliás, quando se fala em mercado municipal, algumas pessoas associam com a antiga Cobal que se localizava onde existe um shopping. Vale lembrar que a Cobal era, também, uma distribuidora de produtos e não tem nada a ver com o modelo de mercado municipal existente, no qual se tem artesanato, música, além da venda de produtos.
Vamos preservar uma parte importante da nossa história! O esforço vale a pena! A nossa história agradece!


* Tania F. Calvi Tait, professora do Departamento de Informática da UEM, Coordenadora da Ong Maria do Ingá.


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