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Tráfico, tráfego e desigualdade social

sexta-feira, janeiro 11, 2008 5:37:00 PM

Segundo o Observatório da Cidadania, em 2000, 45233 brasileiros foram assassinados. Uma taxa de 27 homicídios por 100 mil habitantes, que coloca o Brasil entre os países mais violentos do mundo. Maringá, com 320 mil habitantes, teve 78 homicídios em 2007, ou seja, 24,4 por 100 mil, o que a coloca na média nacional. No Estado do Rio, houveram 1270 mortos civis em 2007, batendo mais um recorde, segundo o Instituto de Segurança Pública.
O perfil dos assassinados indica que a grande maioria, em torno de 70%, são adolescentes, ou seja na faixa dos 9 à 17 anos, do sexo masculino e negros. Para os jovens das áreas urbanas pobres de centros de São Paulo, Rio e Pernambuco, a taxa é de 230 homicídios por 100 mil, quase o equivalente à um genocídio.

Se somarmos a mortalidade por arma de fogo e objeto contundente à mortalidade por acidentes do tráfego, que gira em torno de 45000 por ano, a taxa média nacional dobra, chegando aos 54 mortos por 100 mil habitantes. A taxa da cidade de Maringá está dentro da média nacional (veja post do Rigon), em torno dos 25 mortos por 100 mil.
Apesar desta última categoria de mortalidade ainda ser classificada como "acidente" do tráfego, o altíssimo número de mortos parece indicar que ela faz parte de um tipo de violência social institucionalizada que elimina não somente adolescentes negros e pobres mas também uma parte significativa da classe média.
Os dados da mortalidade por causa externas no Brasil parecem estar conectados à desigualdade e à falta de solidariedade social. Fato paradoxal, este país ainda é um dos bastioes do catolicismo no mundo.

Enquanto os dados de mortalidade influenciam um dos principais componentes do IDH, ou seja a expectativa de vida. O terceiro dado sobre a desigualdade não tem nenhuma incidência sobre este índice. Portanto, sem diminuir o nível de desigualdade social, a violência urbana continuará minando a expectativa de vida, sem falarmos no sentimento de insegurança e na baixa real da qualidade de vida que este sentimento implica.

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