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O cedro

sábado, dezembro 15, 2007 10:44:00 AM

Entre 2002 e 2003, Maringá viveu uma situação inusitada, onde a sociedade, representada por ambientalistas e pessoas preocupadas com a preservação de nosso verde, conseguirarm preservar uma árvore na duplicação da Rua Gurucaia.
No ano da polêmica eu estava em Curitiba e não acompanhei todo o processo que culminour com a preservação de tão bela figura. Quando retornei para Maringá, em 2004, meu filho foi estudar no Objetivo e minha filha no Cesumar. Aquele era um caminho que eu nunca tinha percorrido, apesar de ter nascido em Maringá, pois sempre morei na zona norte e não tinha muito o que fazer naquela região.
A primeira vez que passei na Av. Gurucaia e vi que a rua se estreitava para preservar árvore tão frondosa e inspiradora, relato que senti a presença de Deus naquele lugar. Quando fiquei sabendo que era um "cedro", tamanha foi a minha surpresa e alegria pela consciência daqueles que preservaram esta árvore nativa de nossa região, mas já em vias de extinção, pelo menos na zona urbana.
Apesar de muitos agourarem o local, por muitas vezes fiz aquele caminho, inclusive em horário de trânsito intenso e nunca vi risco de nenhum acidente automobilístico. Dá para ver de longe o estreitamento e o sentimento que paira no ar quando passamos por ali é inefável, toca a todos os motoristas, mesmo que inconcientemente, ali há paz, ali há fraternidade, ali há preservação, preservação da vida, da vida do cedro, da nossa vida.
Sempre que um amigo ou parente vem me visitar em Maringá, faço questão de levá-lo para ver o cedro e digo que o povo de Maringá tem consciência ecológica e ama o verde.
Agora, depois do evento da "Canafístula", meu coração dói pelo triste fim daquele "ser" centenário. Eu estive lá e pude sentir a paz que dela exalava, tão forte e tão frágil, como uma criança que nasce, cresce e vive feliz, precisando apenas de nosso amor e proteção.
Me entristeço quando levo amigos para passear pelas ruas de Maringá e vemos tantos tocos de árvores, retirados apenas para privilegiar fachadas de empresas.
Um amigo, engenheiro agrônomo, fez questão de andar pela cidade e avaliar cada árvore cortada. Dois pontos o deixaram chocado: o número de árvores cortadas e o aspecto sadio de cada toco que restou. Segundo ele, nos tocos, resto dos troncos, não há nenhum sinal de doença.
Eram árvores 100% sadias, cortadas sem motivo de risco aparente de queda, a não ser o motivo de interesses econômicos.
Onde vai parar nossa cidade verde?
Resta um consolo, postado por um blogueiro: "poderia ser pior... nosso prefeito poderia ser prefeito em Manaus e aí a Floresta Amazônica que se cuidasse."


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