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Estação Rodoviária de Maringá (5)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007 12:44:00 AM


Contexto histórico

Figura 5 - Foto da placa de inauguração da Estação Rodoviária Municipal de Maringá

Em 1962, ano da inauguração da Estação Rodoviária Municipal de Maringá, o Brasil fervilhava com o milagre econômico do qual a nova capital, Brasília, é produto. Esta decada o início da ditadura com o golpe militar de 1964 e a instituição do AI-5 em 1968 suprimindo as liberdades individuais.

A edificação foi iniciada durante a gestão de Américo Dias Ferraz e concluída por João Paulino Vieira Filho, com o projeto de Gelson E. Gubert. Este engenheiro ainda trabalha em Curitiba.

Da inauguraçao até hoje o predio sofreu apenas uma reforma, a que incluiu a cobertura do pátio de manobras afim de melhor proteger os usuários contra o sol e a chuva. Entretanto, esta reforma descaraterizou o conjunto atrapalhando a perspectiva, a luminosidade e a ventilaçao pretendidas por Goubert. A derrubada da cobertura devolveu a luz as qualidades espaciais do prédio e revelou o estado de deterioraçao das marquises mais frontais.

Esta rodoviária é a segunda da cidade. A primeira era um simples telheiro sustentado por colunas de tijolos, conforme foto na pagina 157 do livro Colonizaçao e Desenvolvimento do Norte do Paraná, publicado em 1975. Por esta rodoviária passaram os filhos dos pioneiros que partiram para estudar na capital, os novos migrantes paulistas, mineiros e gaúchos que vieram para estudar na UEM, os exilados da zona rural que após a grande geada de 1975 vieram fazer crescer esta cidade e a cidade de Sarandi, os novos colonizadores que seguiram a fronteira agrícola em direção ao Mato Grosso do Sul na busca do novo eldorado.

Enfim, este edifício faz justiça à sua forma de arco e portal. Ele é parte da história humana de busca do paraíso perdido onde a aliança entre Deus e os homens é reestabelecida. Este paraíso é realizável numa cidade que resolva definitivamente a contradição entre o saber humano e as leis naturais, com uma sociedade que realize a utopia de uma vida sem sofrimento

Esta edificação relata parte desta busca realizada no desenvolvimento do Estado do Paraná e do avanço demográfico em direção às fronteiras com os outros países sul americanos.

Sua restauração no local original é imprescindível para a solidificação da identidade da população local. Esta identidade está conectada ao modelo de cidade jardim e também à conservação da memória da evolução da ocupação do Estado do Paraná bem como do papel dos paranaenses na expansão do Brasil em direção ao interior. Encontrar-se na história local é já um grande passo para encontrar neste pedaço de chão um lugar bom de se viver, o sonho real do último eldorado, a terra sem males dos guaranis, o paraiso. Conservar o patrimônio histórico é trazer para o presente a utopia tao sonhada pelos pioneiros e buscar reavivá-la na sociedade.


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